Marketplace : O que é, Vantagens e Desvantagens

Marketplace : O que é, Vantagens e Desvantagens

Marketplace Online no Brasil: O que é, Exemplos, Vantagens e Desvantagens

Marketplace, market place ou marketing place é um espaço de compra e venda de produtos. No e-commerce, esse conceito se aplica a sites de grandes redes varejistas que permitem a venda de produtos por parte de lojistas parceiros, em troca do pagamento de uma comissão.

Marketplace no Brasil (ou como alguns preferem, market place)

É um tema que tem ganhado bastante relevância nos últimos anos. Talvez você já tenha ouvido ou lido este tema em algum lugar, ou até mesmo já tenha comprado um produto ou visitado um desses sites recentemente. Além disso, muita gente nos procura para saber o que é necessário e como anunciar e vender nos vários sites de marketplaces. Perguntas como “como faço para estar em outros sites de marketplaces” ou “como posso investir em vários sites de marketplace ao mesmo tempo?” são bastante frequentes. Mas você realmente sabe o que é e quais são os principais e-commerce do Brasil e do mundo que operam com esta modalidade?

A palavra

“Marketplace” vem do idioma inglês, resultante da junção das palavras market (mercado) e place (local). Esse era o local onde as pessoas realizavam trocas, compras e vendas de produtos, bem como onde se localizavam os mercados em determinadas cidades.

Com a evolução da internet e ampliação da capilaridade da rede, mais e mais pessoas e negócios começaram a se conectar e utilizar este canal para distribuir seus produtos. Um Marketplace Online nada mais é do que uma comunidade ou um local onde pessoas e/ou empresas se encontram para realizar negócios, comprar e vender alguma coisa.

Portanto a natureza padrão de qualquer marketplace é possuir 2 lados. Sempre, haverá alguém para vender ou oferecer algo de um lado e, do outro, alguém demandando ou comprando algo.

Marketplace Online: Conceitos Básicos

Antes de entrarmos em mais detalhes, gostaria de compartilhar alguns conceitos básicos utilizados nos marketplaces. Agora, da próxima vez durante aquela conversa com o amigo especialista, você não vai ficar com cara de paisagem ??

– Comissão:

É a taxa cobrada pelo marketplace, em geral, sobre o volume de vendas realizados. Esta taxa poderá variar de acordo com o perfil de produto ou serviço disponibilizado pelo marketplace, bem como o grau de abertura ou curadoria do canal. Em geral, esta comissão poderá variar de meros 3,5% (Etsy – marketplace para produtos feitos a mão dos EUA) a até 30% (Uber – marketplace de motoristas dos EUA).

– Intermediador Financeiro:

É a instituição de pagamento responsável por intermediar as transações financeiras realizadas entre compradores e vendedores, garantindo segurança para ambos os lados.

Exemplos: Moip, Pagseguro, Paypal, Bcash, Pagar.me, etc.

– Prazo de Pagamento:

Em geral, a maioria dos marketplaces trabalham com um prazo de pagamento que pode variar de 2 dias a até 45 dias após a postagem ou entrega do pedido. Isto porque, é necessário garantir a segurança de que a entrega será realizada e o pagamento somente será liberado após este procedimento ser encerrado com sucesso.

– Liquidez de Produtos:

Esta taxa considera o número total de produtos com vendas em um marketplace, e os divide pelo total de produtos geral do marketplace. Este indicador apresenta o grau de maturidade do marketplace e a probabilidade de alguma venda ser realizada. Um marketplace com uma ótima taxa de liquidez pode variar entre 25% e 60%. É comum novos marketplaces apresentarem taxas entre 10% e 15%.

– Liquidez de Vendedores:

Assim como a liquidez de produtos, este indicador considera o número total de lojas com vendas e divide este número pelo total de lojas geral do marketplace.

– Cauda Longa:

Conceito criado pelo autor Chris Anderson e que apresenta uma das principais vantagens do modelo de marketplace ao permitir o acesso a produtos e serviços que antes seriam inalcançáveis e/ou simplesmente nunca conhecidos.

Diferença entre Marketplaces e  e-Commerces

Marketplaces se diferenciam do modelo tradicional de e-Commerce em diversos pontos tais como formato da receita, formato jurídico, gerenciamento de estoque, variedade e profundidade de produtos ou serviços, grau de abertura ou curadoria de novas lojas e produtos, dentre outros aspectos.

Talvez um dos grandes diferenciais seja a descentralização do estoque e possibilidade de ampliar a variedade de produtos quase que infinitamente. A chamada Cauda Longa de produtos se torna cada vez mais real, permitindo ao Canal de Vendas apresentar um pool de produtos cada vez mais segmentado e direcionado a cada perfil de consumidor.

Enquanto o modelo de e-commerce sofre com o uso de fluxo de caixa intensivo para financiar seu crescimento (estoque, infra-estrutura logística, equipe, etc), marketplaces escalam suas operações rapidamente com a entrada de novos vendedores de múltiplas regiões. Outro ponto interessante sobre o modelo de negócios é que um lojista pode investir em mais de um site de marketplace ao mesmo tempo, algo muito mais difícil de acontecer com quem investe apenas em um e-commerce próprio.

Característica Marketplace E-Commerce
Formato de Receita Intermediação de Negócio Compra e Venda
Estoque Descentralizado Centralizado
Logística Fornecedor > Cliente Fornecedor > Varejista > Cliente
Preço do Produto Definido pelo Fornecedor Definido pelo E-Commerce

Exemplos de Marketplaces Nacionais

No Brasil, já temos alguns marketplaces focado em vendas de produtos, como o próprio Mercado Livre, e também novos entrantes neste segmento.

– Mercado Livre:

Marketplace mais tradicional da América Latina, realiza milhões de transações todos os anos e processa bilhões de dólares de milhões de vendedores para milhões de compradores. Muitos milhões, sim.

– B2W:

Maior grupo de e-commerce da América Latina, abriu recentemente suas portas para produtos de múltiplos fornecedores por meio do modelo de Marketplace. A B2W, engloba os canais Submarino, Americanas e Shoptime.

– Walmart:

Um dos maiores e-commerces do Brasil, também abriu suas portas para o modelo de marketplace em busca de maior variedade de produtos. Você também pode utilizar o Olist para vender no Walmart.

– CNOVA:

O grupo Cnova foi resultante da gigante francesa C Discount com a gigante brasileira Nova Pontocom. Com isto, os e-commerces Extra, Casas Bahia e Ponto Frio foram integrados. Assim como todos os demais, a Cnova também lançou seu marketplace para aproveitar seu elevado tráfego de usuários para ampliar a sua variedade de itens.

– Magazine Luiza:

A rede que apresenta mais de 700 lojas no Brasil tem seu modelo de marketplace.

– Elo7:

Maior marketplace de produtos feitos a mão no Brasil com mais de 4 milhões de visualizações / mês. Apresenta liquidez elevada e um grande volume e opções de produtos.

– Tanlup:

A empresa surgiu como ferramenta de e-commerce e transformou seu modelo de negócios em marketplace em 2013.

– Encontre um Nerd:

Nerds especializados em assistência técnica para todos os seus dispositivos, sempre que precisar.

 

Exemplos de Marketplaces Internacionais

Fora do Brasil, existem centenas de marketplaces já consolidados que movimentam bilhões de dólares todos os anos. Recentemente, um grande volume de marketplaces de nicho têm surgido com o objetivo de atender parcelas significativas de usuários e com maior interatividade e qualidade.

  • Ebay
  • Amazon
  • Walmart.com
  • Etsy
  • Airbnb
  • Uber
  • Upwork
  • Alibaba

O mercado de marketplace segue a todo o vapor. De acordo com um estudo realizado pela Precifica, a quantidade de vendedores que atua em lojas virtuais passou de 7.448 em setembro de 2017 para 14.204 em setembro de 2018, registrando um crescimento de 90,7% no período. O levantamento analisou 29 departamentos de produtos e contempla 88,3% do total de ofertas publicadas em três dos maiores sites brasileiros, Walmart.com, Americanas.com e Extra. O aumento foi impulsionado pela entrada de novos sellers: 61% do total operam nos shoppings virtuais há menos de um ano.

Para auxiliar tanto os mais experientes como aqueles que estão entrando neste mercado, foi listado cinco erros comuns que impedem muitas empresas de se tornarem mais eficazes e eficientes na geração de resultados.

1) Categorização – certifique-se de que o produto esteja na vitrine correta

Mais comum do que imaginamos, muitos produtos registram baixa performance simplesmente porque os consumidores não conseguem encontrá-los no site. A praticidade na publicação por meio de hubs de integração, ERPs e plataformas de e-commerce acabam ofuscando a necessidade de auditoria sobre a maneira como os marketplaces estão expondo suas ofertas aos consumidores.

Nesse cenário, um ponto importante é a grande quantidade de produtos sem concorrência. O que parece ser bom pelo fato de ter as ofertas listadas de maneira isolada, pois o comparativo de preço fica mais distante, por outro pode ser ruim. Isto porque a oferta pode não receber todo o tráfego de consumidores interessados no produto uma vez que pode ser encontrada em diversas outras páginas duplicadas no marketplace.

2) Avaliações – mix de produtos diversificado

Para posicionar um produto como a melhor oferta ao consumidor, a maior parte dos marketplaces leva em consideração não apenas o preço mais baixo, mas também a avaliação do vendedor. Logo, um dos desafios encontrados pelos iniciantes está em conseguir criar sua reputação positiva por meio da avaliação de compradores e, assim melhorar a exposição de todo o mix de produtos ofertado.

Este é um desafio enfrentado por muitos lojistas que apostam suas fichas em poucos produtos de alto giro, consequentemente com alta concorrência. Operar nos marketplaces com um mix mais diversificado, distribuído por diferentes departamentos e categorias, é uma forma de fugir da concorrência concentrada e atingir um público mais diverso. O volume e a qualidade das avaliações recebidas na venda de produtos de “longtail” (cauda longa) também vão contribuir para o melhor posicionamento das ofertas.

3) Preços – Erros nos separadores de milhar e decimal

Outro equívoco também muito comum é a publicação incorreta de preços, seja por conta de erro na digitação dos separadores de milhar e decimal ou devido a falha de integração entre sistemas. Uma possibilidade é ordenar as ofertas publicadas pela maior diferença de preço em relação aos concorrentes, desta forma fica simples identificar e corrigir possíveis erros na precificação.

4) Descontos – cálculos errados que levam ao prejuízo

Uma prática ainda comum é o ajuste de preços por meio da aplicação de um percentual de desconto de forma linear em uma lista de produtos. Como resultado deste procedimento mais genérico, alguns destes novos valores poderão não atender às expectativas de retorno financeiro.

5) Precificação – busca contínua pelo preço de venda ideal

No dia a dia da gestão do e-commerce é preciso estar atento às ações dos concorrentes, bem como ao reflexo que estas geram na performance de vendas. A falta de um acompanhamento e de uma reação mais dinâmica em virtude do mercado e da demanda pode significar a perda de milhares de reais adicionais em margem de contribuição.

Assim, o uso da precificação dinâmica traz a vantagem de elevar o preço, seguindo uma tendência do setor e evitando que este fique muito baixo. Com o uso cada vez mais intenso desta tecnologia, muitas lojas virtuais modificam automaticamente o preço várias vezes ao dia a fim de não perderem a competitividade e manterem o fluxo contínuo de vendas. Já para lojistas que não fazem o uso desta ferramenta, é importante identificar estas frequentes alterações e fazer os ajustes necessários, porém, isto implica em um processo oneroso e, muitas vezes, ineficiente.

Agora é colocar em prática todas estas dicas e otimizar as vendas.

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